A Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social (Setp), em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, começou terça-feira (24) uma pesquisa sobre a situação de trabalhadores vítimas de doenças ocupacionais e que estejam foram do mercado. ?Nosso objetivo é saber os problemas enfrentados por esses trabalhadores e, partir dos resultados, elaborar uma proposta de intervenção e apontar a busca de parcerias para projetos específicos de recuperação desses profissionais?, explica o secretário padre Roque Zimmermann.

As Coordenadorias de Estudos, Pesquisas e Relações do Trabalho (CRT) e de Apoio à Gestão Municipal (CGM) da Secretaria, assim como a Agência do Trabalhador, irão entrevistar trabalhadores lesionados, indicados pelo Sindicato, a fim de identificar a situação sócio-econômica de cada um deles. A Secretaria faz parte do Grupo de Resgate Social da força-tarefa do Conselho de Política Automotiva instalada ainda no ano passado pelo governador Roberto Requião, diante de denúncias de que vem crescendo o número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais em montadoras de carros, recebidas pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e pelo Ministério Público do Trabalho.

A força-tarefa é formada pela DRT, pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), além da Secretaria do Emprego, Trabalho e Promoção Social e do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Também é responsabilidade do Grupo de Resgate Social a avaliação médica dos trabalhadores pelo INSS em conjunto com os médicos das empresas envolvidas. No primeiro dia de pesquisa, a Secretaria entrevistou cerca de 20 trabalhadores.

Ambiente

A outra equipe da força-tarefa, denominada Grupo de Auditoria e Prevenção, teve a coordenação da DRT e realizou trabalho de inspeção da infra-estrutura das fábricas e sua tecnologia e diagnóstico de processos produtivos e métodos de trabalho das empresas, com objetivo de indicar correções dos problemas encontrados e acompanhar a implementação dessas mudanças. As três fábricas investigadas foram a Audi/Volkswagen, a Renault e a Volvo.

Como medidas de maior relevância, o grupo apontou a implantação de um amplo sistema de ginástica laboral, habilitação de funcionários alocados em setores críticos para outras atividades a fim de melhorar o rodízio funcional e promoção de ajustes ergonômicos nos postos de trabalho, realização de seminários internos sobre relação interpessoal, psicologia do trabalho e assédio moral, entre outros assuntos. Também foi proposta a criação de um comitê tripartite para discussão e solução rápida de problemas de segurança do trabalho, apresentação de proposta de ampliação do quadro de funcionários e aperfeiçoamento de programas sócio-culturais.