O Índice Nacional de Construção Civil (INCC) recuou 0,06 ponto percentual em
fevereiro em relação ao resultado de janeiro. A variação foi de 0,65%, enquanto
a do mês passado registrou 0,71%. O resultado atual também foi inferior 0,17
ponto percentual na comparação com fevereiro de 2004, que alcançou
0,82%.

O índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), em convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF), indica que
o Nordeste teve o maior índice regional em fevereiro(1,64%), pressionado pelos
reajustes salariais na Bahia. O Sul ficou em segundo lugar, com alta de 0,80%.
As demais regiões registraram variações abaixo da média, sendo 0,59% no Norte;
0,29% no Centro-Oeste e 0,13% no Sudeste.

Na região Nordeste também foram
registrados os acumulados mais elevados no ano (2,61%) e em doze meses (12,82%).
O menor acumulado ocorreu no Sudeste (0,58%) e, em doze meses, o do Norte
(9,87%). Já os custos regionais foram: R$ 548, 45 no Sudeste, R$ 519,59 no Sul;
R$ 492,52 no Centro-Oeste; R$ 492,48 no Norte e R$ 475,84 no Nordeste.

Os reajustes salariais das categorias profissionais da construção civil
foram decisivos no Amapá, que registrou o maior índice mensal (3,93%), seguido
da Bahia (3,76%). A menor variação de janeiro para fevereiro foi em Alagoas
(0,06%), vindo em seguida, São Paulo (0,07%); Rio Grande do Norte (0,10%); Rio
de Janeiro (0,11%) e Goiás (0,16%). O Amapá teve o acumulado mais alto no ano
(7,23%) e a Paraíba em doze meses (17,33%).

O custo nacional por metro
quadrado passou de R$ 511,33 para R$ 514,66, sendo R$ 320,57 relativos aos
materiais e R$ 212,09 à mão de obra. A parcela dos materiais, que em janeiro
variou 0,75%, em fevereiro subiu 0,69% (desaceleração de 0,06 ponto percentual).
No ano, a alta foi de 1,45% e em doze meses 13,81%. A mão de obra variou de
0,60%, apresentando uma queda de 0,06 ponto percentual em relação à janeiro
(0,66%). No ano, subiu 1,27% e nos últimos doze meses o índice foi de 7,25%.