Na pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério das Cidades sobre o diagnóstico da gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos foram registradas 96 iniciativas de organização de coleta seletiva. Desse total, 34 são lideradas pelas prefeituras dos municípios, 26 por associações de cooperativas de catadores, 20 por empresas privadas e 16 por outros agentes não identificados.

Baseado em dados de 2002, esse levantamento visa a formação de um banco de dados que se integre ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). A pesquisa foi realizada em 108 municípios urbanos com população variando de 2 mil a 10 milhões de habitantes.

Apesar do pequeno universo pesquisado, o total de resíduos recuperados pela coleta seletiva é de 165.120 toneladas, abrangendo 49.634 toneladas de papel e papelão, 40.013 toneladas de plásticos diversos, 18.720 toneladas de metais, 11.438 toneladas de vidros e 10.155 toneladas de outros tipos de resíduos. Os números indicam que, por razões econômicas e ou de preservação ambiental, a reciclagem tem crescido de forma expressiva no Brasil.

Esse cenário assinala a necessidade de incentivar a implementação ou aprimoramento de programas de coleta seletiva, fortalecendo o mercado local para os produtos recuperados, sem perder de vista a criação de mecanismos para desestimular a produção de lixo.