A redução no número de mortes por armas de fogo no país chegou a 15,4% no ano passado, se for considerada a tendência de crescimento anual que vinha sendo registrada até então. O dado consta do estudo "Vidas poupadas ? o impacto do desarmamento no Brasil", que foi divulgado nesta sexta-feira.

A pesquisa, produzida pela Unesco, em parceria com os ministérios da Saúde e da Justiça, revela ainda que a taxa de crescimento desse tipo de morte era de 7,2% ao ano. Seguindo esta tendência, a expectativa para 2004 é de que fossem registrados 41.682 óbitos, não os 36.119 de fato contabilizados. De acordo com o estudo, a redução das mortes é atribuída a alguns fatores, como as campanhas de desaramento e de recolhimento de armas.

Comparado com os dados de 2003 (39.325 mortos), a redução no ano passado foi de 8,2%, como foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Saúde com base no Sistema de Informações sobre a Mortalidade (SIM).

"Nós queremos que esse grande manancial seja olhado das mais diferentes maneiras que as técnicas nos permitem mostrar para que elas possam alimentar com argumentos, evidências, números, dados, informações um debate que nesse momento é crucial", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.