Porto Alegre – O nível de radiação solar na capital gaúcha chegou a 18 na escala que avalia a intensidade dos raios ultravioleta B, que causam câncer de pele ? o índice 6 já é considerado perigoso à saúde. No alerta, dado hoje (18) pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a orientação é para que as pessoas evitem o sol entre as 11 e as 17 horas.

"Mesmo com protetor, as pessoas devem evitar se expor aos raios solares quando o Índice UV for igual ou superior a 11", disse a especialista em Física das Radiações, Mara Regina Rizzatti. Ela coordenou uma pesquisa, encerrada em dezembro, onde foi constatado que os índices de raios ultravioleta do componente B (UV-B) – o principal causador de câncer de pele – atingiram níveis extremamente elevados, no final do segundo semestre de 2006.

?Em medições realizadas em Porto Alegre a partir de 2003, o índice mais alto ocorreu no dia 23 de novembro do ano passado, quando alcançou o nível 18?, explicou a especialista. ?Acima de 11, como foi verificado em vários dias, a situação é classificada de extremo risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS)?, destacou.

Mara disse que o quadro se agravou devido à deficiência média de ozônio sobre o hemisfério Sul, ?a pior dos últimos 10 anos?. Segundo ela, a sensação de sol mais forte desde as primeiras horas da manhã "é verdadeira, já que a pele está recebendo todo o impacto dos raios ultravioleta mais danosos para os seres vivos?.

Segundo a assessoria da PUCRS, a equipe de pesquisadores ficou ?tão assustada com a descoberta da alta incidência de raios UV-B que prosseguiu a medição por mais um mês, mesmo tendo encerrado oficialmente o estudo?. Os especialistas ainda registraram um índice 16, no dia 5 de dezembro e outro 15, no dia 21.