Brasília – Os dados sobre a economia gerada pela cultura no Brasil vão passar a integrar as pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Paulo Miguez, o convênio com o ministério já foi assinado e os primeiros números devem sair ainda este ano com dados específicos sobre os municípios brasileiros.

Atualmente, acredita-se que a chamada economia criativa represente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. "Este valor chega a 7% do PIB em estados como Rio de Janeiro e Bahia, mas isto precisa ser estendido para o Brasil inteiro", afirma o ministro da Cultura, Gilberto Gil. Para Paulo Miguez. "Esse número está desatualizado e subestimado", diz. Segundo o secretário, essa pesquisa foi realizada em 1998 pela Fundação João Pinheiro de Minas Gerais, encomendada pelo Ministério da Cultura. Além do tempo, não foram incluídos vários setores como a televisão, publicidade, propaganda, produção de softwares e games.

O secretário ressalta que, nos Estados Unidos, a indústria do entretenimento ou copywrite (baseadas na propriedade intelectual) representa 12% da força de trabalho do país e 8% do PIB. A importância da cultura na economia dos países vem crescendo. Gilberto Gil adianta que, frente a essa nova realidade, a Unesco "está negociando o anteprojeto de uma convenção sobre diversidade cultural".