O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje ter certeza de que a Petrobras não trabalha de forma fraudulenta na Bolívia. Segundo o ministro, que participou da cerimônia de abertura das comemorações dos 61 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), a Petrobras ?é uma empresa que nos orgulha muito?.

Amorim afirmou que ?é muito fácil falar, o difícil é comprovar?, referindo-se às acusações do governo boliviano de que empresas multinacionais que exploram os recursos minerais naquele país, entre elas a Petrobras, agem de forma fraudulenta. Segundo a denúncia boliviana, essas empresas superfaturavam os preços dos hidrocarbonetos.

Sobre o prazo dado pelo governo boliviano para consolidar a nacionalização de ativos e reservas da Petrobras naquele país, o chanceler disse que o Brasil quer conversar e encontrar uma solução mutuamente benéfica. ?O tom do Brasil é o do diálogo, com defesa firme de seus interesses. E essa defesa firme tem que ser entendida em um contexto benéfico para os dois países?.

Segundo Amorim é necessário entender que o contexto político e social em que as empresas foram se estabelecer na Bolívia era outro. ?Isso é um fato real, mas temos que pensar também que não pode haver decisões unilaterais e arbitrárias?.