A Petrobrás é denunciada no relatório “O Estado Real das Águas do Brasil”, elaborado pela Defensoria da Água, pelo vazamento de mercúrio e arsênio no Rio Iguaçu; pela extração de óleo de xisto em São Mateus do Sul; contaminação por resíduos na refinaria de Araucária (REPAR) no Estado do Paraná; depósito de material tóxico no Aterro Mantovani em São Paulo; falta de licenciamento ambiental para construção do Gasoduto Paulínia-Rio; Depósitos irregulares de resíduos em todas suas unidades industriais e vazamentos em tanques de refinarias em Araucária-PR, Manaus-AM, Paulínia-SP, entre outros.

Em matéria publicada pela Agência Brasil desta semana a empresa rebate as acusações sobre poluição das águas e enumera avanços. A Petrobras argumentou ter registrado no ano passado ?um dos mais baixos volumes de óleo vazado de sua história?, o que a coloca ?como referência, nesse aspecto, entre todas as grandes empresas de petróleo do mundo?.

Segundo a Petrobras, esta é ?a parte mais visível de uma grande transformação ocorrida na companhia, em decorrência da implementação, a partir de 2000, do Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional (Pegaso)?.

Nos últimos quatro anos, informa a estatal, o programa recebeu R$ 6,1 bilhões, sendo que no somente no ano passado os investimentos no Pegaso totalizaram R$ 2,3 bilhões, contemplando desde a automação de dutos, montagem e manutenção de forte esquema de contingência até ações para a redução e tratamento de emissões, resíduos e efluentes em todas as unidades da empresa.

Sobre os cinco pontos críticos em que a empresa seria responsável pela poluição de rios e córregos, apontados no relatório da CNBB, a estatal rebate: ?No caso especifico do vazamento de mercúrio no Rio Iguaçu, foram constatadas algumas ocorrências apenas em áreas internas da empresa, questão completamente diagnosticada, inclusive com a ajuda de consultoria internacional. Em Araucária, a área do arroio Saldanha, contribuinte do Iguaçu, afetada por um vazamento em 2000, já está completamente remediada”.

No Aterro Mantovani, a Petrobras nega ter depositado resíduos no local, e alega que foi envolvida no processo porque uma das prestadoras de serviços da companhia (no caso, a Lubrinasa) utilizou o aterro para disposição de resíduos oriundos de seu processo industrial.

Quanto à Refinaria de Manaus (Reman), os resíduos existentes foram tratados adequadamente, de acordo com a Petrobras, “tendo a empresa construído uma central de armazenamento temporário dentro dos mais exigentes padrões de segurança ambiental”.

Em relação à Refinaria de Paulínia (Replan-SP), “trata-se da nossa refinaria mais auditada, mais exigida, mais controlada pela Cetesb e, portanto, uma das mais bem gerenciadas do ponto de vista ambiental. Nos últimos dois anos, investimentos de mais de R$ 35 milhões foram efetuados no tratamento de resíduos?, informou a Petrobras.