A Federação Única dos Petroleiros (FUP) quer que a Petrobras apresente, até o dia 30, nova proposta de reajuste salarial para a categoria. Dirigentes da Federação votaram hoje, em reunião em Brasília, pela rejeição da proposta anterior da estatal. O coordenador da FUP, Antônio Carrara, disse que se a Petrobras não apresentar uma contraproposta até sexta-feira da próxima semana, os petroleiros vão iniciar no dia 4 de outubro paralisações isoladas, que a FUP está chamando de “movimento pipoca”.

Serão greves de 24 horas, que acontecerão cada dia em uma refinaria diferente ou unidade de produção de petróleo e derivados, sem comunicação prévia. Essa proposta da FUP será submetida aos petroleiros em assembléias, que serão realizadas a partir de amanhã (24), nos 17 sindicatos da categoria em todo o País.

Os petroleiros, que já estão em operação-tartaruga, atrasando em duas horas a troca de turnos, querem reposição salarial de 7,81%, mais aumento real de 5%, além de melhoria em condições de trabalho e na relação com o fundo de pensão da estatal. A Petrobras propôs reajuste de 7,81, o que não agradou a categoria.

Carrara comentou ainda o adiamento da votação, pelo Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei do Petróleo. Ele se disse surpreso com o adiamento, provocado por pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello. “Ganhamos mais tempo para conversar com parlamentares e ministros do Supremo”, afirmou. A Adin foi apresentada pelo governador do Paraná, Roberto Requião, mas a FUP é parte no processo.