Brasília – Delegados da Polícia Federal passaram o final de semana em Cuiabá e São Paulo tomando o depoimento dos quatro presos acusados de tentar vender e comprar informações sobre o esquema de utilização ilegal de recursos públicos para a aquisição de ambulâncias.

De acordo com a assessoria da PF, eles estão sendo questionados sobre a origem dos documentos (fotos e vídeos) e do dinheiro (R$ 1,7 milhão) apreendido na fase final da negociação, monitorada durante a semana pela polícia. As prisões fazem parte da Operação Sanguessuga, iniciada há cerca de dois meses e atualmente em segredo de Justiça.

O empresário e dono da Planam Luiz Antônio Vedoin foi preso na sexta-feira (15) e, o tio dele, Paulo Roberto Dalcol Trevisan (16), no sábado, em Cuiabá. Eles são acusados de tentar vender o material sobre o esquema montado para fraudar a compra de ambulâncias.

Os documentos incluiriam supostas provas da ação da quadrilha durante a gestão do prefeito licenciado de São Paulo, José Serra, candidato ao governo do estado.

Os supostos compradores do material, Valdebran Padilha, filiado ao Partido dos Trabalhadores, e Gedimar Pereira Passos, agente aposentado da Polícia Federal, estão presos em São Paulo desde sexta-feira.

Segundo a assessoria da Polícia Federal, os delegados responsáveis pelo caso estudam a possibilidade de transferi-los para Cuiabá, medida que pode facilitar a obtenção de informações a partir do cruzamento dos depoimentos e até mesmo acareação.