O PFL entra hoje na Procuradoria-Geral da República com uma representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o partido, Lula cometeu abuso de autoridade, ao utilizar meios públicos para fazer propaganda eleitoral fora do prazo em Garanhuns, Pernambuco, e em Teresina, Piauí. O documento é assinado pelo vice-presidente, senador Eduardo Jorge (PE), e pelo líderes, senador José Agripino (RN) e deputado Rodrigo Maia (RJ).

Eles pedem ao procurador da República, Antonio Fernando Barros de Souza, que adote providências para que o presidente devolva aos cofres públicos os valores gastos nessas viagens, cuja finalidade teria sido a de fazer campanha eleitoral. Para o senador Agripino, ficou claro que "ilegal e indisfarçadamente, o presidente usou recursos públicos para fazer proselitismo político de sua pessoa, utilizando-se de expressões próprias de palanques eleitorais".