O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, designou, nesta sexta-feira,  a delegada Daise Terezinha Dorigo Barão, da Subdivisão de Guarapuava, especialmente para investigar e identificar os sem-terra responsáveis pelo saque e depredação da casa sede da Fazenda Campo Real, em Candói, na região Centro-Oeste do Estado. A casa foi destruída e objetos, roubados logo depois que os sem-terra exigiram que a Polícia Militar ficasse apenas na entrada da fazenda, controlando a desocupação que começou na quarta-feira e terminou sexta-feira.

“Esta situação é inadmissível. Determinei a apuração e quero a identificação dos responsáveis para que eles sejam punidos de acordo com a lei”, disse Delazari. O secretário ainda anunciou que, a partir de agora, todas as novas desocupações serão precedidas de uma vistoria prévia na propriedade, com a presença de oficiais de justiça. “O governo vai acompanhar tudo com o máximo rigor para que este tipo de conduta seja punida”, explica.

De acordo com a delegada, peritos do Instituto de Criminalística já estiveram no local para avaliar prejuízos, colher provas e coletar nomes de possíveis responsáveis. Daise disse que pelos primeiros levantamentos, os invasores teriam roubado quatro aparelhos de televisão, uma geladeira, colchões, roupas e utensílios domésticos. Os sem-terra teriam ainda arrombado um cofre, onde estariam guardadas armas de fogo e documentos. “O que eles não conseguiram levar, eles destruíram”, contou a delegada.

Pelo menos 15 nomes de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupavam a área já estão com a delegada para investigação. Daise explicou que eles foram coletados com testemunhas da depredação, vizinhos e policiais militares. O dono da fazenda e todos os funcionários da propriedade serão ouvidos pela delegada. “Com o depoimento do proprietário poderemos fazer o levantamento do prejuízo com mais exatidão. Depois disso vamos trabalhar firmemente na identificação dos responsáveis pelo roubo e depredação”, explicou