Policiais civis do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) de Cascavel e da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, com o apoio do Nurce de Maringá e Curitiba, além do Cope e das Delegacias de Toledo, Guaíra, Santa Helena e Guarapuava, deflagraram, às 6h desta sexta-feira (05), em Cascavel, a ?Operação Pégasus?. Os policiais cumprem dez mandados de prisão e onze mandados de busca e apreensão que desmantelam uma das maiores quadrilhas de roubo de cargas e caminhões do Brasil.

A Operação envolve ações policiais simultâneas para o cumprimento dos mandados. De acordo com a polícia, a quadrilha atuava nos Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e tinha ramificações no Paraguai. Estima-se que a gangue já tenha lucrado mais de R$ 20 milhões com o roubo de cargas.

De acordo com o coordenador do Nurce no Paraná, delegado Sérgio Sirino, as investigações sobre as ações da quadrilha começaram há três meses, logo depois do registro de um roubo de carga em Toledo, interior do Paraná. Depois, os policiais do Nurce descobriram uma enorme rede envolvendo ladrões, receptadores, estelionatários e donos de desmanches que lucravam com o roubo de caminhões e cargas em vários estados do país. ?A quadrilha tem um altíssimo nível de organização com pessoas que complementam as ações criminosas comprando as cargas ou repassando informações de cargas para serem roubadas?, contou o delegado.

Segundo os levantamentos, a quadrilha roubava cargas de madeira, produtos alimentícios, aço e até mesmo os caminhões. A gangue também ficou conhecida pelos policiais por usar de extrema violência, atirando e seqüestrando caminhoneiros para conseguir levar o veículo carregado. Os motoristas ficavam reféns dos assaltantes e eram mantidos em cativeiros até que os ladrões conseguissem esconder a carga roubada ou então levá-la ao Paraguai.

Pelo menos 22 boletins de ocorrência de furto e roubo de cargas e caminhões, supostamente realizados por esta quadrilha, já foram levantados pela polícia. Desde o começo do ano, foram registrados em média quatro assaltos por mês, que a polícia suspeita terem sido realizados por esta quadrilha, pela forma parecida que aconteceram.