Policiais civis que atuam na Operação Viva o Verão na Costa Leste prenderam as pessoas envolvidas no latrocínio (roubo com morte) de Anderson Diniz, ocorrido em Guaratuba no dia 6 de janeiro deste ano. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (07). O caso foi elucidado com as prisões de duas pessoas, em Santa Catarina, na última segunda-feira (06).

Valmor Luiz Rocha Ressel e Edson Rafael Junco admitiram ter ficado com a caminhonete Ford modelo F-250 de Anderson Diniz. Também teria participação no crime Adenir Alves de Lima, conhecido como ?Bruno?, acusado de ter atirado contra Diniz. Ele já estava preso, por envolvimento na morte da empresária Sônia Modesto e tentativa de homicídio contra Tatiana Gusso, em Curitiba.

?Rodamos mais de 5 mil quilômetros no Paraná e em Santa Catarina para desvendar este crime?, disse o delegado Gustavo Tucci Nogueira, responsável pelas investigações. ?Este foi um dos fatos mais graves ocorridos na Operação Viva o Verão e era questão de honra para a Polícia Civil o seu esclarecimento?, disse o delegado Valmir Soccio, coordenador das ações da Polícia Civil nesta temporada, no litoral.

As prisões dos dois acusados aconteceram numa operação conjunta com a polícia catarinense, na última segunda-feira (6). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos envolvidos e mandados de prisão temporária contra Valmor Ressel e Edson Junco, que estavam em Barra Velha e Itajaí, em Santa Catarina. Em Itajaí, na casa onde estava Edson, conhecido como ?Rafa?, os policiais encontraram um Gol que tinha sido furtado no Rio Grande do Sul.

No endereço onde Valmor Ressel foi preso, em Barra Velha, foi encontrado meio tijolo de maconha. Ao ser abordado, Valmor deu nome falso aos policiais e foi autuado por uso de documento falso. Na continuidade das investigações, após ouvir os dois detidos, os policiais foram até um terceiro endereço, em Balneário Camboriú, onde localizaram cerca de 15 quilos de maconha numa casa fechada.

Latrocínio 

Anderson Diniz foi morto durante o roubo de sua camionete. ?Assim que tomamos conhecimento do crime iniciamos os trabalhos e chegamos agora ao esclarecimento do caso?, disse o delegado Gustavo Tucci Nogueira. Tudo teve início com o trabalho do Instituto de Criminalística no local do crime. Em seguida, foram ouvidos testemunhas e parentes da vítima, que morava em Londrina, e o delegado pediu na Justiça a quebra do sigilo telefônico de Diniz.

Na seqüência, foi recuperada a caminhonete, na cidade de Matelândia, interior do Paraná. Lá, foi preso Leandro Marques Barbosa, que teve a prisão temporária pedida e autorizada pela Justiça em Guaratuba. Leandro contou ao delegado que tinha sido contratado em Foz do Iguaçu para levar a caminhonete de Santa Catarina até a fronteira. ?Com as informações que ele nos repassou chegamos aos outros envolvidos?, finalizou o delegado.