A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira, em Curitiba,  o policial civil afastado Samir Skandar, de 43 anos, que estava foragido.

Ele é acusado de envolvimento com o crime organizado e seria um dos homens mais procurados pelas polícias paranaenses nos últimos cinco anos. Na época da CPI do Narcotráfico, em 2000, ficou preso 20 dias.

Skandar foi preso na residência de alto padrão onde vivia com a mulher e duas filhas, no Jardim Social. A polícia chegou a ele por meio de uma denúncia anônima. Na casa, Skandar chegou a aparecer em uma janela, mas percebeu que poderia ser preso e escondeu-se no fundo falso de um armário em um dos quartos no terceiro andar da casa. Com mandados de prisão, busca e apreensão, os policiais invadiram a residência e o encontraram.

Armas

Nas buscas, que demoraram cerca de três horas, foram localizados vários fundos falsos na casa. Em um deles, atrás da geladeira, foi encontrada uma pistola ponto 40, de uso da Polícia Civil. Outra pistola estava no fundo falso de uma escada.

Também foram apreendidos um revólver 38, várias identidades falsas com a foto do ex-policial, cartões de crédito aparelhos celulares, placas frias de carros, passaportes e outros documentos. Na garagem havia três carros – um Audi A3, um Vectra e uma Blazer, que também tinha um fundo falso.

Segundo as investigações, uma das especialidades da quadrilha de Skandar era o roubo de caminhonetes. "Em alguns processos que estavam em regime de espera continuam as investigações para que se consolidem as denúncias", disse o superintendente da PF, Jaber Saadi. "As denúncias são de que ele trabalhava em todos os ramos de crime."

Em duas oportunidades anteriores, Skandar conseguira escapar de operações da Polícia Militar e pela Procuradoria de Investigações Criminais (PIC).