A gerente da Policlínica de Londrina, Maria Lúcia Keiko Oguido, apresentou no I Seminário Nacional HumanizaSUS, promovido pelo Ministério da Saúde, proposta para ajudar as equipes do programa Saúde da Família. Segundo ela, existem atualmente 53 unidades de saúde no estado, mas a policlínica já é referência como centro de atendimento.

Maria Lúcia disse que na especialidade de dermatologia, existia uma fila de espera de um ano e dois meses. ?Além de fazer a capacitação dos médicos da unidade básica, nós puxamos a fila de espera. De um ano e dois meses, foi reduzida para três meses?.

Ela conta que a policlínica não pretende ficar com os pacientes dos hospitais. ?Nós não vamos absorver esses pacientes. Mas seremos um apoio, um centro de referência para as unidades básicas?. A Policlínica Municipal de Londrina conta com equipes nas áreas de cardiologia, endocrinologia, dermatologia, reumatologia, neurologia, programa municipal de asma, acupuntura, fisioterapia e nutrição.

Com esse projeto de redução de filas e otimização do atendimento à população, a Policlínica recebeu neste ano o Prêmio David Capistrano. Ele é concedido às experiências bem sucedidas de humanização como incentivo para implementação e fortalecimento dessas iniciativas. Em todo o Brasil, 16 projetos receberam R$ 50 mil para investir nas ações.

?Nós introduzimos também a interconsulta. Se o médico tiver alguma dúvida, é só mandar um e-mail para nossos atendentes e imediatamente ele tem a resposta e repassa ao cliente?, disse Maria Lucia a respeito das inovações da Policlínica. Além disso, ela explica que o sistema de cadastramento informatizado ajuda no acesso às informações sobre o paciente. ?O médico pode acessar todo o histórico do paciente por meio do nosso sistema de informações?.

O projeto também tem um programa de acompanhamento dos pacientes. ?Isso os deixa mais satisfeitos?, enfatizou. Maria Lúcia diz que a experiência do seminário está sendo muito rica, pois as trocas só vão beneficiar os trabalhos realizados pelos projetos. ?Vim expor nossa experiência e analisar as demais para incorporar na policlínica?.

Outro ponto importante, segundo ela, é a humanização do funcionário. ?O funcionário bem cuidado vai transmitir isso para o paciente, facilitando e melhorando o processo de humanização?, concluiu.