Garantir a erradicação da poliomielite no Brasil é o objetivo do ministério, das secretarias estaduais e municipais de Saúde na segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil, que será realizada no próximo dia 20. Agora, o slogan é "Vamos reforçar a vitória, Brasil", numa referência à primeira etapa da campanha, realizada em junho, quando foram vacinadas mais de 16,3 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o país, numa cobertura de 94,6%.

Para garantir o êxito dessa fase, serão mobilizadas 329 mil pessoas, entre servidores e voluntários e 94 mil postos. Mais de 36 mil automóveis e 443 embarcações estarão à disposição para o transporte dos profissionais envolvidos no trabalho, uma das maiores mobilizações em saúde pública do mundo e que garante a vacinação mesmo em áreas de difícil acesso, como a região da Amazônia.

Ao todo, foram investidos R$ 21,6 milhões nessa segunda etapa, sendo R$ 10,7 milhões na compra de 26,2 milhões de doses da vacina Sabin, que protege contra a poliomielite, e R$ 6,4 milhões repassados a fundos estaduais e municipais de Saúde – para a operacionalização da campanha -, além de R$ 4,5 milhões para publicidade.

Assim como na primeira etapa, a campanha publicitária, que começou a ser veiculada no dia 7 de agosto, é inspirada no futebol. A idéia é associar o êxito da estratégia de vacinação ao esforço de um grande time: a população brasileira. Nas peças para a televisão, folhetos e cartazes, crianças uniformizadas com o tema da campanha reforçam a necessidade de toda a população brasileira se mobilizar para vacinar os menores de cinco anos e garantir, mais uma vez, a vitória contra a doença.

Esse também é o conceito para o spot de rádio que será veiculado em todo o território nacional. O Ministério da Saúde já enviou os folhetos (1,8 milhão de unidades) e os cartazes (900 mil) aos estados, que repassarão o material aos municípios.

Em 2005, a estratégia contra a poliomielite no Brasil completa 25 anos de existência. O último caso da doença verificado no país foi em 1989. Em 1994, o continente americano recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o reconhecimento pela erradicação da transmissão autóctone da doença. Os países do Pacífico Ocidental receberam o reconhecimento em 2000 e a Europa em 2002.

Restam no mundo três regiões que ainda não receberam a certificação de erradicação da pólio: África, Sudeste da Ásia e Mediterrâneo Oriental. Por isso, ainda há a necessidade de manutenção das campanhas de vacinação contra a pólio, mesmo nos países que já erradicaram a doença, como o Brasil, uma vez que o fluxo intenso e rápido de viajantes pelo mundo pode, facilmente, propagar o poliovírus.