O diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias -ABCR – João Chiminazzo Neto, não confirmou, ontem, ao depor na CPI do Pedágio na Assembléia Legislativa, a iminência de redução das tarifas de pedágio anunciada por alguns jornais a partir de informações do chefe da Casa Civil, Caíto Quintana. Na véspera, Quintana disse que o governo já tinha um acordo praticamente fechado com três concessionárias.

Segundo Chiminazzo, até a noite de terça-feira não havia nenhum acordo em andamento. A Ecovia, responsável pelo lote 6 da BR-277, deveria dar início a negociaçôes ontem de manhã. Entretanto admitiu que a redução é possível, desde que as duas partes cedam. Ressaltou que ela está diretamente relacionada ao contrato de concessão e é do interesse das duas partes: “Com boa vontade é possível sim, baixar o valor das tarifas”, observou. Sobre índices, disse que “tudo depende de como se mexer no contrato. Cada lote tem especificações próprias, mas a negociação conjunta seria melhor”.

Relatório

Chiminazzo apresentou aos parlamentares um relatório da ABCR sobre o processo de concessão de rodovias no Paraná. De acordo com o relatório, a receita total dos investimentos do pedágio foi de R$ 1,3 bilhão, com déficit de R$ 769,1 milhões. Os investimentos foram de R$ 920 milhões no período de 1998 a 2002. O relatório informa que a estrutura das praças de pedágio contribuíram para a geração de 5.702 empregos diretos e 19 957 indiretos, melhorando a infra-estrutura rodoviária, diminuindo o tempo de viagem do usuário, além de proporcionar ao Estado a cobrança de ISS.

O representante das concessionárias lembrou que em 10 de abril o governo do Estado suspendeu as negociações com o setor cancelando uma reunião entre a Secretaria dos Transportes e a ABCR: “Nunca mais nos reunimos. Acredito que há possibilidade de um acordo, considerando que não foram as concessionárias que estabeleceram o preço das tarifas. Devem ser feitas simulações nas planilhas para a redução ser feita com equilíbrio”, ponderou.

Questionado sobre a fiscalização da comissão tripartite, que inclui a ABCR, o DER e sindicatos de transporte, não soube precisar quando eram realizadas as vistorias: “Acredito que só o DER cumpre a fiscalização. Nem sabemos quem é o presidente dessa comissão”.