O ex-diretor geral da Assembleia, Abib Miguel, o Bibinho, preso desde o dia 24 de abril, nem conseguiu sentir o gosto da liberdade concedida pelo habeas corpus assinado pela juíza Lilian Romero no início da noite de terça-feira.

Na madrugada de ontem, a juíza do plantão judicial Manuela Talão decretou nova prisão preventiva a Bibinho e o ex-diretor sequer chegou a ser liberado. O novo pedido de prisão preventiva foi protocolado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) logo após a notícia do habeas corpus.

Bibinho, outros dois ex-diretores da Assembleia (Cláudio Marques da Silva e José Ary Nassiff) e o ex-funcionário João Leal de Matos estão presos acusados de peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica pelo desvio de R$ 13 milhões da Assembleia.

No novo pedido de prisão o Gaeco alegou, além da facilitação das investigações, que Bibinho teria ameaçado policiais e promotores no dia em que foi detido. Os advogados de Abib Miguel já entraram com novo habeas corpus, que deverá ser julgado hoje pela juíza Lilian Romero, a mesma que já o liberou terça-feira.