O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Coven, disse nesta terça-feira, 10, que entende as medidas aplicadas recentemente pelo governo para cortar custos, mas não deixou de fazer solicitações para o setor.

Ele pediu nesta manhã à presidente Dilma Rousseff, por exemplo, que a Caixa Econômica Federal amplie o volume de crédito para obras e reformas, que hoje é de apenas de R$ 6 bilhões, perante um mercado potencial de R$ 100 bilhões para esse tipo de empréstimo. Segundo o executivo, trata-se de um crédito de boas condições e com taxas baixas, mas que é muito pequeno diante do tamanho do mercado.

A presidente também ouviu do dirigente durante a abertura do 21º Salão Internacional da Construção, na capital paulista, críticas ao pequeno volume de financiamento imobiliário. Segundo ele, o montante hoje é de 9% do PIB e deveria ser maior.

Em seu discurso, ele também solicitou à presidente maior empenho para trazer o setor privado para obras de construção e infraestrutura. De acordo com ele, a infraestrutura tem potencial de investimento de R$ 4 trilhões.

Outra solicitação transmitida por Coven é para que o governo apoie o setor na substituição das importações de materiais de construção. “O setor hoje tem todas as condições e tecnologia para substituir as importações, que hoje são de US$ 12 bilhões.