O veto ao artigo 47 do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos professores estaduais, que impediu o pagamento do reajuste retroativo a fevereiro, mais uma vez não foi votado na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa. O relator, deputado Antônio Anibelli (PMDB), apresentou o seu parecer, mas o deputado Mário Bradock (PMDB) pediu vistas à matéria e, de acordo com o Regimento Interno, tem até quinze dias para devolver o relatório à Comissão.

Bradock justificou que precisava conhecer melhor os fundamentos do veto do governador Roberto Requião (PMDB) ao pagamento do reajuste. Ele nega que seu pedido seja parte de uma estratégia governista para adiar a votação do veto em plenário. Uma das explicações é que a bancada aliada está esperando que os professores recebam o primeiro salário com a reposição salarial de 30% no final do mês para que o desgaste da manutenção do veto seja menor.

A segunda versão, entretanto, é que a liderança do governo não tem segurança de que dispõe do número de votos necessários para manter o veto. São necessários 28 votos. A base de apoio do governo teria 31 deputados.

Ontem, na reunião do secretariado, o governador disse que não acredita na rejeição ao veto pela Assembléia Legislativa. “Não há possibilidade de o veto ser derrubado. Não temos imbecis na Assembléia Legislativa”, declarou.

As afirmações não soaram bem na Assembléia. “Aqui, tem pessoas sérias, cuidando do interesse da população”, reagiu o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB).