Após cinco horas e meia de depoimento a CPI da Petrobras, o ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco deixou a Câmara dos Deputados sem dar declarações aos jornalistas. Sua advogada, Beatriz Catta Preta, disse apenas que o depoimento foi “satisfatório”.

Catta Preta também acompanhou o depoimento do ex-diretor Paulo Roberto Costa no ano passado à CPMI da Petrobras. Na ocasião, a advogada explicou que Costa se calou no primeiro depoimento porque seu acordo de delação premiada ainda não era público e que hoje Barusco falou apenas sobre o que lhe era permitido relatar. A advogada evitou se aprofundar nos comentários sobre a oitiva.

Durante a sessão, o ex-gerente foi pressionado para falar quem comandava o esquema de pagamento de propina na Petrobras. Segundo ele, o esquema se institucionalizou entre 2003 e 2004 e que entre 1997 e 1998 ele agiu de forma individual.

Barusco repetiu diversas vezes que o operador do esquema do PT era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, e que em 2010 recebeu da SBM offshore dinheiro para a campanha presidencial de Dilma Rousseff. O ex-gerente declarou que não foi alçado ao posto por indicação política e sim técnica.