O advogado João dos Santos Gomes Filho, que representa o PT na questão das denúncias de caixa dois na campanha de Nedson Micheleti (PT) à reeleição para a Prefeitura de Londrina, reafirmou ontem, em entrevista concedida na sede do diretório municipal do partido, que precisa ter acesso aos documentos referentes aos gastos com combustíveis para avaliar se foram superiores aos declarados à Justiça Eleitoral. Na véspera, o Sindicato dos Revendedores de Combustível de Londrina- Sindicombustíveis afirmou que a campanha do PT e partidos coligados deixou de declarar à Justiça Eleitoral de R$ 45 a 50 mil de despesas contraídas em oito postos da cidade que teriam vendido gasolina, álcool e lubrificantes a candidatos da coligação.

Uma vez mais, ele queixou-se da falta de acesso às provas e ao inquérito, lembrando que o PT vem recebendo as informações através da mídia. E cobrou do Sindicombustíveis a divulgação dos gastos efetuados pelas demais legendas, até para que se tenha um parâmetro dos gastos para servir de comparação. Gomes Filho ponderou que as dívidas podem ter sido feitas por pessoas estranhas à campanha, pois não havia, por parte do PT, um controle das placas dos veículos abastecidos.

Os estabelecimentos foram alvos de mandados de busca e apreensão esta semana, solicitados à Justiça pela Polícia Federal e Ministério Público. Nenhum dos oito postos onde teriam sido feitos os gastos extras aparece na prestação de contas oficial da campanha petista.