Depois de fazer seu pronunciamento, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), deixou o local da coletiva sem responder questionamentos dos jornalistas e deixou o advogado de sua esposa, Pierpaolo Bottini, para falar com a imprensa. O advogado rebateu as acusações de que a Oli Comunicações e Imagem, empresa de Carolina Pimentel, seria de “fachada” e que estaria no mesmo local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, companhia que está sob investigação, cujo dono é o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené.

O advogado informou que a empresa de Carolina foi criada em 2012 para prestação de serviços de comunicação e que ocupou o local até julho do ano passado e, em novembro, foi extinta. “Não existiam duas empresas no mesmo lugar. Só depois disso [da saída da empresa Oli] que o local foi ocupado por outra empresa. Portanto, os fundamentos da busca e apreensão são equivocados, tanto que quando foi feita a ação, a empresa já não existia mais”, destacou o advogado. Entretanto, o deferimento do pedido de extinção da empresa de Carolina foi realizado somente no começo deste ano.

“Temos um termo de encerramento contratual que é um dos documentos que serão entregues à PF e ao Ministério Público e vamos disponibilizá-lo, além de outros, também em um site que está sendo criado”, disse Bottini. O advogado ressaltou que a empresa da primeira-dama de Minas Gerais “jamais prestou serviços a empresas públicas e nem a qualquer das empresas mencionadas na investigação e nem a nenhum partido político”. Segundo Bottini, a Oli foi uma companhia que prestou serviços a empresas privadas. “Não sei de onde a PF tirou esse tipo de ação, mas certamente a Carolina não era conivente, sequer conhecia esses fatos. E não há nenhum parentesco da Carolina com Bené. Havia sim um convívio social, mas nenhum envolvimento profissional”, declarou.