O governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta terça-feira que “é uma vergonha” o sistema político brasileiro ter tantos partidos e afirmou que o excesso de legendas vai “destruir a democracia”. “Isso vai destruir a democracia brasileira. É ingovernável. São pequenas e médias empresas, todas sustentadas por dinheiro público do fundo partidário”, disse o tucano durante discurso em um café da manhã com empresários organizado pelo Lide, entidade presidida por João Dória Jr.

“É uma vergonha nós termos chegado a esse ponto. Não há 35 ideologias. É um balcão”, complementou o tucano, que somou o número de partidos registrados e as legendas ainda em processo de formalização na Justiça Eleitoral. Atualmente, 32 siglas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Depois do seminário, em coletiva concedida aos jornalistas, Alckmin foi questionado se não havia incoerência entre seu discurso de combate ao grande número de partidos e o fato de ter negociado com grande parte deles para montar a coligação. A chapa do governador é composta por 14 legendas e contém siglas consideradas nanicas, como PT do B, PMN, PEN, PTN e PSC. “Deveríamos ter menos partidos. Mas veja que, com tudo isso, eu não tenho o maior tempo de televisão. É até estranho. Que milagre é esse em que você tem o governo e não tem o maior tempo?”, questionou Alckmin durante a entrevista. “É errado esse pluripartidarismo. Isso prejudica, porque enfraquece os partidos políticos, confunde a população, dificulta a governabilidade.”

O tucano repetiu que, mesmo tendo ao seu lado 14 partidos, dentre eles os nanicos, não tem o maior tempo de TV. Alckmin tem 4min58s no horário eleitoral. Quem tem o maior tempo de exposição TV é o candidato do PMDB, Paulo Skaf, com 5min52s. O candidato do PT, Alexandre Padilha, tem 4m12s.