Foto: Agência Senado

Alvaro: sinônimo.

Brasília – A oposição criticou a proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), discutida anteontem na reunião de líderes governistas com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais). Pela proposta, a CPMF teria caráter permanente e uma alíquota de 0,20 – a antiga tinha uma alíquota de 0,38%.

Integrantes do DEM e do PSDB atacam a alternativa e dizem que vão levar a questão para os estados e para a disputa municipal. ?Os parlamentares que propõem recriar a CPMF são traidores da população. Para nós, recriar tem como sinônimo trair?, afirmou o vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR). ?Vamos usar todos os instrumentos possíveis para impedir que essas propostas prosperem.?

Já o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que seu partido vai mobilizar todas as entidades civis em protesto contra a possibilidade levantada pelos governistas de recriação da CPMF. ?Vamos abrir barricadas contra essa e outras propostas. Não vamos permitir aumento de impostos nem pacote tributário.?

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), mandou um recado para a oposição. Em tom de ironia, ele respondeu às críticas. ?A oposição deve ficar menos irritada, deve descansar mais durante as férias para que a gente recomece em fevereiro discutindo a reforma tributaria com toda a força?, disse.

Apesar de todo o barulho que se faz em torno do assunto, interlocutores do Palácio do Planalto se esforçam para afastar do Palácio do Planalto a proposta de reedição da CPMF, apesar de deixar uma brecha para o tema, alegando que não vão impedir nenhum parlamentar de tocar no tema. A idéia foi apresentada pela base governista em reunião no Ministério do Planejamento para discutir os cortes no Orçamento da União de 2008 para compensar parte da arrecadação perdida com o fim da CPMF.