O senador Alvaro Dias irá assumir a liderança do PSDB no Senado, a partir de maio. Alvaro foi indicado ontem, em reunião da bancada tucana que o escolheu para substituir o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que é candidato à reeleição em seu estado. Atualmente ocupando a posição de vice-líder, o senador paranaense já vem atuando como líder em todas as ocasiões em que Virgílio está ausente.

Apesar de ser anunciado para a nova função um dia depois de ter sido preterido pela direção estadual do PSDB na indicação do candidato ao governo nas eleições deste ano, o senador tucano informou que a definição do partido sobre a liderança já estava acertada desde o ano passado. “Há um ano já havia sido decidido que seria assim”, afirmou Alvaro, que não compareceu à reunião dos 45 membros do diretório que aprovaram a pré-candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo.

Ele explicou que passa a ocupar formalmente a posição somente em maio porque até lá também se encerra o mandato do líder da minoria, como é chamada a bancada de oposição no Congresso Nacional. O senador desvinculou a data em que assume a liderança do partido no Senado do processo interno do PSDB do Paraná na definição do candidato ao governo, que será homologado na convenção oficial, em junho. “Não sou picareta, não faço barganhas. Se a liderança tivesse alguma relação com a candidatura, o que aconteceu poderia ter atrapalhado, já que eu entrei em confronto com o diretório local”, declarou. E acrescentou: “Mas se eu quisesse, poderia dizer também que, com esta escolha, fui convidado a não desistir de ser candidato ao governo. Esta também pode ser uma interpretação”, provocou.

Alvaro disse que, a partir de agora, irá aguardar os desdobramentos e que, por enquanto, prefere não se pronunciar mais sobre a pré-indicação feita pelo diretório. Alvaro não confirmou se irá recolocar sua pré-candidatura na convenção do partido, em junho. Ele preferiu também não responder ao presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, que, em seu blog, sugeriu que colocasse à prova seu apoio interno no partido na convenção oficial. “Isso é ridículo. É desfaçatez”, reagiu o senador.