Foto: Agência Senado

Alvaro já comunicou a Jereissati sua decisão.

O senador Alvaro Dias (PSDB) disse ontem que, enquanto for mantida a pré-candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo, não se pronuncia sobre a hipótese de disputar o Palácio Iguaçu. A possibilidade de Alvaro concorrer à sucessão estadual foi levantada pelo presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, em um telefonema dado a Osmar na quinta-feira passada. Alvaro disse que já manifestou essa posição a Jereissati, que vem insistindo na sua candidatura ao governo.

Alvaro declarou que vem sendo instado a apresentar seu nome por várias lideranças nacionais tucanas, mas que tem sempre respondido da mesma forma: o PSDB do Paraná tem um compromisso com a candidatura do senador Osmar Dias. Alvaro disse que não será ele a atrapalhar o projeto do irmão. "A minha influência é a favor da candidatura dele. É bom para ele, que não pode desperdiçar esta oportunidade", disse.

O senador tucano acha que o PSDB pode esperar até o próximo dia 19, quando o PDT nacional realiza sua convenção e decide o que fazer com a pré-candidatura do senador Cristovam Buarque à presidência da República. "Já esperamos tanto todo este tempo. Não faz diferença agora. Já se perdeu tanto tempo, já se ofereceu facilidades ao adversário que agora pode esperar mais um pouco. Afinal, a oposição tem a faca e o queijo na mão", afirmou Alvaro.

O senador tucano disse que a coordenação da campanha de Alckmin tem feito pesquisas periódicas em todos os estados, buscando identificar o que seria eleitoralmente mais produtivo para a campanha presidencial. E que a cada sondagem tem recebido pedidos para que se candidate ao governo. "Eles estão tentando me convencer há muito tempo. Mas eu tenho dito que estou impedido. Existe um compromisso do PSDB local, firmado há dois anos nas eleições municipais, com o Osmar", comentou.

Em frente

Osmar tem dito que sua candidatura precisa do apoio do PSDB e que este acordo somente pode ocorrer se o PDT não tiver candidato a presidente, devido à regra da verticalização das coligações. Mas Alvaro avalia que a candidatura presidencial não é um obstáculo para Osmar concorrer ao governo. O senador tucano citou que há partidos livres para se aliar oficialmente a Osmar e que o PSDB pode apoiar o pedetista informalmente, já que tem um candidato à sucessão presidencial.

Alvaro disse que não seria a primeira vez que esta situação ocorreria no Paraná. Ele lembrou que PMDB e PSDB estavam aliados nacionalmente em 2002, mas que cada um teve seu candidato no Paraná. Assim como o apoio do PPS a Geraldo Alckmin não implicará apoio do PSDB ao ex-deputado Rubens Bueno no Paraná ou a retirada da candidatura de Bueno, citou. "Independente da candidatura presidencial, Osmar terá o apoio de partidos que podem fazer essa coligação. A meu ver, a candidatura de Cristovam não é impedimento", destacou.