O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão começa amanhã, com dois blocos diários de cinquenta minutos cada um. Os candidatos a presidente e deputado federal abrem a programação, que é dividida por categorias. Às terças, quintas-feiras e sábados serão veiculadas as propagandas dos concorrentes a presidente e deputado federal. Já nas segundas, quartas e sextas-feiras vão ao ar os programas dos postulantes a governador, deputado estadual e senador.

Com 17 partidos reunidos na coligação Todos pelo Paraná, o candidato à reeleição ao governo Beto Richa (PSDB) terá o maior tempo de propaganda, com 8 minutos e 42 segundos. Logo em seguida vem a candidata Gleisi Hoffmann (PT), que encabeça a coligação Paraná Olhando para Frente, com cinco partidos, e terá exatos 4 minutos de propaganda. Roberto Requião (PMDB), que está na coligação Paraná com Governo (três partidos) terá direito a 2 minutos e 56 segundos do horário eleitoral gratuito.

A explicação para esta diferença de tempo entre os partidos está na lei eleitoral. A definição de horário obedece dois critérios. Todos os partidos têm direito a uma fatia igual de 50 segundos, que é o tempo base de cada um. Depois disso, é acrescido o tempo que varia de acordo com a representatividade do partido na Câmara Federal, ou seja, o número de deputados que a sigla tem em Brasília. Depois de definido o tempo de cada partido, é feita a soma de todas as siglas que compõem a coligação.

Como, por exemplo, no caso do candidato Beto Richa: se estivesse em uma campanha sem alianças, o PSDB teria direito apenas a 1 minuto e 17 segundos, mas ficou com quase 9 minutos ao se coligar com 16 partidos. Já o candidato Ogier Buchi, que concorre pelo PRP sem qualquer parceria, terá praticamente o tempo base que é distribuído a cada partido: 53 segundos.

Atenção!

Embora muitas pessoas não gostem da propaganda eleitoral gratuita, o cientista político Luiz Domingos Costa, da Uninter, alerta para a importância da programação, que pode ser uma boa ferramenta para fazer o eleitor conhecer melhor cada candidato. Mas é preciso ficar atento a alguns detalhes. “Tem que observar se o programa como um todo tem um foco, se é coeso e não aquilo que os marqueteiros chamam de folha seca, que para onde o vento bate ele vai”, orienta Costa, acrescentando que o “governo não é um arquipélago de pequenas coisas, mas é estrutural”.

Já os candidatos, para chamar a atenção do eleitor, que hoje está mais atento, precisa ser mais detalhista em seu plano de governo. Não basta dizer que vai fazer, mas mostrar a maneira como vai executar cada item do projeto. “Hoje o eleitor está mais atento, desconfiado quanto à viabilidade destas ideias”, reforça o cientista político.

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