A reunião de políticos e militantes hoje, em uma churrascaria do Rio de Janeiro para o aniversário de 40 anos do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB), virou palanque para ataques ao PT. A presença de Serra estava prevista, mas foi cancelada “por orientação médica”, segundo correligionários, após o confronto entre militantes de PT e PSDB, ocorrido à tarde na zona oeste da cidade.

O presidente do DEM, Rodrigo Maia, classificou o enfrentamento de “resultado do desespero” e “ação daqueles que estão nos 40 mil cargos que Lula criou e na diretoria das estatais”. Ressalvou, porém, acreditar que não se trata do comportamento da maioria dos militantes petistas, mas “daqueles que não aceitam que a democracia deve prevalecer”. “A facção que agrediu Serra é comandada por José Dirceu”, atacou Maia.

O ex-governador do Rio Marcello Alencar (PSDB) afirmou nunca ter visto uma campanha “tão atrasada, em função do desespero que tomou conta do PT”. O deputado estadual tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha atribuiu a atitude dos petistas ao “medo da perda da boquinha”. “Se o PT está nervoso, é porque o Serra está na frente. Aquilo é gente de fora da zona oeste que foi lá para achincalhar a nossa candidatura. No meu coração só tem amor, não tem ódio”, disse Indio.

No fim, o ator Carlos Vereza fez um discurso contra o governo petista e a candidatura de Dilma Rousseff (PT), a quem chamou de “senhora que não tem biografia”. “A segunda pele dela é mentira”, atacou Vereza. Também compareceram, entre outros, as atrizes Terezinha Sodré e Rosa Maria Murtinho, o ator Mauro Mendonça, o produtor Zelito Viana e a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu.