Vinte e quatro dos 27 governadores brasileiros serão candidatos na próxima eleição. Onze deles terão de renunciar aos mandatos na próxima semana para se desincompatibilizar para a disputa.

Os outros 13 são candidatos à reeleição e, por isso, poderão seguir no cargo até o final do mandato. Dos 16 governadores que estão concluindo seu primeiro mandato, apenas três não disputarão a reeleição.

Um deles, José Serra (PSDB), de São Paulo, porque disputará a presidência da República. Outro, José Roberto Arruda (sem partido), do Distrito Federal, porque está preso e teve o mandato cassado por conta dos escândalo de corrupção em seu governo.

Já o governador do Acre, Binho Marques (PT), optou por não disputar um segundo mandato e nenhum outro cargo eletivo no pleito de outubro, administrando o Estado até 31 de dezembro.

Ex-vice-governador do também petista Jorge Viana, Binho Marques abrirá espaço para que o irmão de Jorge Viana, o senador Tião Viana, dispute o governo pelo PT, tentando levar o partido ao quarto mandato consecutivo no estado do Norte do país.

O Senado parece ser o destino provável de quase todos os governadores que concluiriam, neste ano, seu segundo mandato. Dez dos 11 governadores em segundo mandato devem disputar uma cadeira no Congresso Nacional nas eleições de outubro.

Quatro deles, entre eles o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), já até marcaram a data da renúncia. Os outros têm nesta semana os últimos dias de composição com partido e aliados para decidir pela desincompatibilização. Já que têm até o dia 2 de abril para deixar o cargo se realmente pretendem disputar outro cargo.

O único governador em segundo mandato que vai permanecer no cargo até 31 de dezembro e, consequentemente, não disputará nenhum cargo nas eleições de outubro é Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo. Líder nas pesquisas de intenção de votos para o Senado, Hartung surpreendeu a todos e embaralhou o cenário eleitoral no Estado ao anunciar, na última sexta-feira, que desistiu da disputa pela cadeira no Congresso para levar seu mandato até o final.

“Renuncio a um projeto pessoal de disputar um novo mandato. A permanência no governo significa não disputar nenhum cargo nas próximas eleições, mas faço esse gesto com serenidade e consciência e responsabilidade republicana”, declarou o governador na sexta-feira.

“Meu compromisso é com o povo capixaba, que se encerra no dia 31 de dezembro. Essa é uma decisão madura, até porque eu tinha plenas condições de seguir no caminho contrário. Trabalho iniciado é trabalho concluído”, concluiu, após dizer que a decisão não significa que está deixando a vida pública e que poderá voltar a se candidatar em eleições futuras.