O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), já retornou para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro. Ele passou a noite internado no Instituto de Cardiologia se recuperando de um cateterismo. Arruda deixou o local em uma caminhonete da PF.

A defesa tentou mantê-lo internado, mas o ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relator do processo contra Arruda, negou o pedido ontem à noite, alegando que o laudo médico não indicava a necessidade de hospitalização. Quanto ao pedido de prisão domiciliar e de liberdade provisória, o ministro determinou que o Ministério Público (MP) seja ouvido.

Arruda está preso há pouco mais de um mês, acusado de tentar subornar uma testemunha do “mensalão do DEM”, esquema de corrupção que seria chefiado por ele. Anteontem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou seu mandato por infidelidade partidária, mas ainda cabe recurso. Na Câmara Legislativa, ele é alvo de processo de impeachment.