A proposta de divisão igualitária das áreas dos gabinetes na Assembleia Legislativa começou a ser discutida nesta quarta-feira, 18, entre os líderes dos partidos e a Mesa Executiva da Assembleia Legislativa. O projeto é reduzir os espaços ocupados pelos maiores gabinetes, que formam os “grandes latifúndios” da Casa e redistribuir entre os menores, cujos ocupantes fizeram um abaixo-assinado pedindo “reforma já” nos gabinetes.

A classificação dos gabinetes da Assembleia Legislativa é feita pelo número de banheiros. Os maiores têm três banheiros. Os médios possuem dois e os pequenos um ou nenhum banheiro, explicou o 1º secretário, Plauto Miró Guimarães (DEM).

Um grupo de dez deputados são os donos dos gabinetes mais amplos da Casa e já esboçaram as primeiras resistências ao projeto da Mesa Executiva. O líder da bancada do PMDB, deputado Caíto Quintana (PMDB), um dos mais antigos parlamentares do estado,  avisou que não aceita ceder nenhum milímetro do seu gabinete.

“Não tem um metro sobrando lá. O espaço que tenho é suficiente para o meu trabalho. O que a Mesa deveria fazer é ampliar gabinetes pequenos, sem mexer com os demais. E isso eles podem fazer transformando em gabinetes várias áreas ociosas da Casa”, protestou Quintana.

Plauto acha que, com uma boa conversa, as resistências vão diminuir. Ele disse ainda que, a partir de agora, os cargos da Mesa Executiva vão ter apenas o gabinete destinado à função. Quando deixarem a Mesa, os deputados assumirão os gabinetes daqueles que forem eleitos para a direção da Casa.

Apesar de ter 54 deputados estaduais, a Assembleia precisa de um número maior de gabinetes. Além dos integrantes da Mesa, que costumam ter dois gabinetes, ainda é preciso abrigar as equipes dos deputados que se licenciaram para cargos no Executivo e mantém a estrutura física e de pessoal na Assembleia.