O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse ontem que a partir da próxima semana poderá suspender todas as sessões até 6 de outubro, dia da eleição, caso o Palácio Iguaçu não encaminhe a mensagem propondo o plano de carreira da Polícia Militar. Brandão justifica que esta seria uma das poucas matérias que o Legislativo tem para votar nos próximos dias.

Brandão vem pressionando o governo para mandar o quanto antes o projeto, que deve resultar em correções salariais para algumas funções da PM. Conforme a Secretaria de Governo, a previsão é de que o projeto para a Polícia Militar seja encaminhado hoje à presidência da Assembléia. A informação do governo é que a proposta continuava, até ontem, com o secretário da Administração, Ricardo Smijtink, que a remeteria ao Palácio Iguaçu.

O presidente da Assembléia foi alvo, ontem, de críticas de vários deputados por ter divulgado uma relação dos vencimentos de cada um em agosto, quando começou a descontar as faltas às sessões. Muitos deputados reclamaram que a lista estava repleta de equívocos – alguns não reconhecem as faltas registradas.

“Não faltei a nenhuma sessão nem em 2001 e nem neste ano. Tenho autoridade moral para sair em defesa dos que, por algum motivo, não puderam vir e foram apresentados como gazeteiros. Acho que essa lista foi uma manobra fisiológica e eleitoreira do presidente, que a 20 dias da eleição quer aparecer como o único defensor da moralidade e da ética”, criticou o líder da oposição, deputado Waldyr Pugliesi (PMDB).