Arquivo / O Estado
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Aníbal Curi: equilíbrio entre
oposição e situação.

Os seis anos da morte do deputado Aníbal Curi foram lembrados esta semana em vários pronunciamentos de deputados que fizeram questão de homenageá-lo na Assembléia Legislativa. O deputado José Domingos Scarpellini (PSB) fez um discurso inflamado na tribuna: "Podemos afirmar, sem nenhum embaraço, que é até hoje uma ausência presente, uma lacuna não preenchida", saudou.

Para os parlamentares que conviveram com o "guru", como ficou conhecido, ele era ponto de equilíbrio e de referência, pois transitava com a mesma segurança entre oposição e situação: "Aníbal era um líder, um pai, um conselheiro, um homem que deixou um lugar impossível de ser ocupado por outro político, em função de suas ligações com a magistratura e com a classe política", recordou o líder do PMDB, deputado Antônio Anibelli.

"Aníbal tinha uma tal experiência política que sua passagem pela Assembléia foi marcada pelo respeito ao papel da oposição. Sem sombra de dúvida, uma experiência que faz falta para esta Casa de Leis. Ele sempre funcionou como um ponto de equilíbrio e de referência na figura política", enfatizou o petista Angelo Vanhoni.

Aníbal iniciou sua trajetória pública em União da Vitória, como vereador. Elegeu-se deputado estadual pela primeira vez em 1954. Em 1969 foi cassado com base no AI-5 e ficou 10 anos afastado da atividade parlamentar. Retornou a política em 1979, reelegendo-se deputado estadual em 1982 e nas eleições subseqüentes, até 1998, quando obteve seu último mandato, o nono da bem-sucedida carreira. Nesses dezesseis anos, alternou a presidência com a primeira secretaria da Assembléia, até sua morte, em 30 de agosto de 1999.