Foto: João de Noronha

Anibelli foi o único a votar contra a proposta.

Por quarenta votos favoráveis e apenas um contrário, o plenário da Assembléia Legislativa aprovou ontem, em primeira discussão, uma mudança na Constituição Estadual que reduz o recesso parlamentar para 54 dias e proíbe o pagamento de dois salários adicionais por convocação extraordinária. Entre os deputados que participaram da votação, o único a se posicionar contra a proposta elaborada pela mesa executiva e emendada pela comissão especial foi o 1.º vice-presidente da Assembléia Legislativa, Antõnio Anibelli (PMDB).

O peemedebista contestou o novo calendário, alegando que a extensão do período ordinário até 22 de dezembro irá trazer transtornos aos deputados por coincidir com o grande movimento de pessoas no comércio e nas estradas. ?É uma emenda demagógica que só copia o Congresso Nacional. Para melhorar a imagem, a Câmara aprova isso, mas não cassa ninguém?, disse Anibelli. Ele também reclamou que no Congresso ainda se mantém o pagamento de sessões extraordinárias durante o período legislativo normal, uma prática abolida pela Assembléia Legislativa do Paraná há dois anos.

Ele também reclamou da aprovação pela Assembléia Legislativa, no ano passado, da emenda constitucional que acabou com o voto secreto na maioria das votações. Segundo o 1.º vice-presidente da Assembléia Legislativa, a modificação expõe os deputados a manifestações agressivas por parte dos eleitores. Ele lembrou que, na solenidade de diplomação, no Teatro Guaíra, foi abordado por manifestantes que protestavam contra o aumento de salários, aprovado pela Assembléia Legislativa, e que posteriormente foi suspenso. ?Não aceito ser desaforado. Fui obrigado a bater na cara de dois vagabundos. Erraram no voto aberto expondo esta casa ao ridículo?, disse Anibelli, durante a sessão.

(Leia esta matéria na íntegra na edição de hoje do jornal O Estado do Paraná).