A Assembleia Legislativa do Paraná vota, na segunda-feira, em segundo turno, projeto que inclui mais três municípios na Região Metropolitana de Curitiba. Pelo projeto, de autoria do deputado Stephanes Júnior (PMDB) e com emenda da Comissão de Assuntos Metropolitanos, poderão ser incluídos na Região Metropolitana de Curitiba os municípios de Piên, Campo do Tenente e Rio Negro, distantes cerca de 100 quilômetros da capital paranaense. Ao projeto de Stephanes foram anexadas outras duas propostas, no mesmo sentido, dos deputado Anibeli Neto (PMDB) e Toninho Wandscheer (PT).

Com a inclusão dos três novos municípios, a RMC, maior região metropolitana do País, passaria a ter 29 municípios e quase 15 mil quilômetros quadrados de área, enquanto a Grande São Paulo, por exemplo, não chega a 8 mil quilômetros quadrados. A inclusão dos municípios à RMC permite a eles usufruir dos programas governamentais destinados às regiões metropolitanas, principalmente no que diz respeito a transporte e habitação.

A proposta de incluir mais municípios na RMC, tão distantes da capital e com características bem diferentes, uma vez que são basicamente agrícolas, recebeu críticas, por poder descaracterizar a região metropolitana, podendo, até, dificultar as ações integradas, mas passou fácil pela primeira votação, em agosto. Na justificativa do projeto, Stephanes alega que já há na RMC municípios mais distantes da capital que Piên (98 km), Campo do Tenente (91 km) e Rio Negro (117 km), citando os casos de Adrianópolis (a 127 km de Curitiba) e Doutor Ulysses (incríveis 163 km).

“Integrar esses municípios à RMC se faz necessário haja vista o grande número de mão de obra que eles alocam em Curitiba e visando proporcionar justa integração destes trabalhadores à capital do Paraná”, diz Stephanes na justificativa, que cita a Rede Integrada de Transportes como benefício imediato aos trabalhadores dos três municípios, apesar de que hoje apenas 14 dos 26 municípios da RMC têm o transporte integrado com a capital.

“Por não fazerem parte da Região Metropolitana, Rio Negro, Piên e Campo do Tenente acabam sendo prejudicados no repasse de verbas federais e deixam de ter o mesmo atendimento que os outros municípios que compõe a RMC”, disse o deputado Toninho.