O Movimento pela Ética na Política (MEP), divulgou ontem o relatório 2001 da Câmara Municipal, com o ranking dos 35 vereadores e uma análise do trabalho da Câmara Municipal como um todo. Durante a divulgação do relatório, no início da sessão de ontem, o vereador Aldemir Manfron (PTB), que ficou em 32o lugar no ranking, agrediu fisicamente o coordenador do projeto, Luis Mário Martinski, e Luis Fernando Skora, também integrante do MEP. Os dois foram socorridos pelos demais vereadores. Cinco critérios foram utilizados para definir os melhores e piores – freqüência e pontualidade; desempenho na sessão plenária; respeito e atenção; fiscalização; e qualidade de projetos.

De acordo com o coordenador de divulgação, Márcio Mafra, todas as sessões são acompanhadas diariamente. “Temos equipes que se revezam, e todos os dias algum representante do Movimento assiste as sessões. Apenas não acompanhamos as visitas feitas aos bairros, porque isso é trabalho da Prefeitura”, afirmou.

O vereador petista André Passos ficou em primeiro lugar, seguido por Tadeu Veneri, também do PT, e por Paulo Salamuni (PMDB). “Fico feliz com essa avaliação, pois é o reflexo de um trabalho realizado com seriedade e compromisso com os princípios da defesa dos trabalhadores, das classes populares, da luta pela justiça social, da ética e transparência, e pelo respeito à cidade de Curitiba”, afirmou o vereador, que está em seu primeiro mandato.

O último colocado, segundo o MEP, foi o vereador Osmar Bertoldi (PSDB). Coincidentemente, no ano passado o último colocado foi do mesmo partido – vereador Luis Ernesto – e o primeiro foi novamente André Passos.

De acordo com Márcio Mafra, o objetivo da pesquisa é mostrar à população o trabalho que seu vereador está efetivamente fazendo. “Nosso objetivo final é o eleitor. Esperamos que a população saiba quem trabalha e quem não trabalha. Além disso a maioria dos vereadores é candidato nas próximas eleições. Mas quem não é um bom vereador não será um bom deputado”, opinou.

Paulo Salamuni também ficou satisfeito com o resultado, mas para ele é importante que os quesitos analisados sejam discutidos com os vereadores, em um trabalho conjunto. “O Movimento põe os quesitos deles. Acho que deveria haver uma reunião com os vereadores para discutirmos o que é realmente importante, e quais os critérios adotados. Por exemplo, uma falta na sessão com justificativa é considerada falta?”, questiona.

Segundo os dados do MEP, no ano passado foram apresentados 633 projetos, dos quais 386 voltados ao interesse coletivo e 247 a denominação de ruas, títulos e pedidos de entidades que pleitearam benefícios. Deste total, 164 projetos foram aprovados e transformados em lei. No mesmo ano foram sancionadas 231 leis, sendo 56 de iniciativa do prefeito e 175 dos vereadores.