O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou nesta sexta-feira (20), em Curitiba, que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico – assim como de sua família – estão à disposição da Justiça.

A Prefeitura de Londrina vem sendo alvo de denúncias ligadas à terceirização do serviço de saúde do município, que também foi alvo de uma operação promovida há dez dias pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Quinze pessoas foram presas, entre elas o Procurador Geral do Município, Fidelis Canguçu, que foi exonerado.

A Operação Assepsia foi motivada após uma investigação de desvio de recursos públicos e de corrupção de agentes públicos na prestação de serviço de saúde na cidade, realizado pelas organizações da sociedade civil de interesse público (oscips) Institutos Gálatas e Atlântico.

Elas foram contratadas em caráter emergencial para substituir o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), que fazia o serviço anteriormente e que foi alvo de operação da Polícia Federal.
Um dos presos disse que a primeira-dama de Londrina, Ana Laura Lino, faria parte do esquema de corrupção na saúde e que teria pressionado o Conselho Municipal de Saúde a escolher as duas instituições. Nesta quinta-feira (19), ela foi espontaneamente até a sede do Gaeco em Londrina para prestar esclarecimentos.

”Mais uma denúncia vazia, de quem está preso, que quer politicamente nos prejudicar. Trata-se de uma pessoa que tem o namorado preso. Ele inclusive é filiado a partido contrário e a uma central sindical, tentando antecipar o pleito eleitoral. Pela primeira vez é pago o contrato se houver prestação de contas, conforme serviços realizados e as metas atingidas. Isto fez com que os interesses contrariados de alguns descanbassem na tentativa de corromper agentes políticos“, afirmou Barbosa Neto, que esteve em Curitiba nesta sexta-feira (20) para assinar um convênio com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O prefeito de Londrina ressaltou que a escolha das oscips foi realizada pelo Conselho Municipal de Saúde. Barbosa Neto revelou que, diante das denúncias e das operações em cima da terceirização da saúde, a administração municipal vai retomar a responsabilidade na prestação do serviço. Será promovido um concurso público para a contratação de 970 servidores e 250 agentes comunitários de saúde. ”Aos poucos vamos buscar a municipalização do serviço“, garantiu.