A CPI do Pedágio reuniu-se ontem para ouvir Belmiro Valverde Castor Jobin, economista e consultor da Fetranspar – Federação dos Transportes de Carga do Paraná. Belmiro destacou que a sociedade gostaria de contar com um conjunto de estradas de boa qualidade, sem que isso representasse ônus para o usuário. Mas isso não é mais possível porque os 12 mil quilômetros não pedagiados estão em péssimo estado de conservação, requerendo investimentos altos demais para os recursos de que o Estado dispõe.

“A partir da Lei de 95 que regulamentou no país as concessões das rodovias e que, no Paraná, seguiu o modelo de transferir o ônus da conservação, duplicações e melhorias às concessionárias, houve sensível mudança com a criação do Anel de Integração”, disse ele, observando que é preciso analisar o ped[agio de forma realista.

Segundo cálculos da Secretaria dos Transportes, seriam necessários R$ 124 milhões para a conservação das estradas em geral. Como quatro mil quilômetros precisam de restauração, os gastos iniciais chegariam a RS 400 milhões e o Estado não tem condições de arcar com estes custos. Valverde considera o pedágio benéfico a todos – transportadores, caminhoneiros, empresas transportadoras e veículos – pois nesses últimos seis anos o desgaste dos veículos e caminhões foi muito menor, o gasto com combustível também, há segurança nas estradas pedagiadas e o atendimento em caso de emergência é rápido.

Concluiu afirmando que “neste momento, o que deveríamos estar discutindo é o sistema de transporte ferroviário, já que baratearia em muito determinados fretes que não compensa transportar por rodovias, tanto que estudos realizados pela Fetranspar e Ocepar sobre o impacto do pedágio sobre o frete são divergentes”.