Colado à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República e ao presidente Lula (PT), o candidato ao governo, senador Osmar Dias (PDT), disse que seu adversário, Beto Richa (PSDB), está mostrando “despreparo” ao ironizar seus vínculos com o governo federal.

“Ele mostra despreparo porque a parceria entre um governo estadual e o governo federal é fundamental para programas e obras”, disse Osmar, comentando as críticas de Beto quando o pedetista declarou que vai entrar “pela porta da cozinha” de Dilma Rousseff, se a petista for eleita presidente da República.

Beto disse no seu programa do horário eleitoral gratuito que o Paraná merece entrar pela “porta da frente” no governo federal e que, para garantir os recursos não basta ser amigo do presidente da República. “Porque hoje todo mundo é amigo do presidente. É preciso ter projetos”, afirmou Beto.

Osmar afirmou que nenhum governo estadual se sustenta sem a contribuição do governo federal. “Como é que vai ficar um futuro governador do Paraná sem a parceria para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para as obras da Copa do Mundo de 2014, os programas sociais?

Agora, eu posso dizer que vou entrar pela porta da cozinha da Dilma. Já ele (Beto) vai entrar pela porta da frente se ele se eleger governador”, disse o candidato do PDT.

Vai bem

O pedetista disse que a sua candidatura vai conquistando eleitores, à medida em que vão ficando mais claras as diferenças entre ele e seu oponente Beto Richa, que tiveram uma extensa negociação para compor a mesma chapa até o início desse ano.

“Nós temos muitas diferenças, sim. Na forma de pensar, mas também em relação ao que o PSDB defende”, disse o senador. Ele citou entre os exemplos de confronto de posições com os tucanos o ensino técnico, o ProUni (programa Universidade ParaTodos) e o Bolsa Família, programas do governo Lula combatidos pelo PSDB, no Congresso Nacional.

As denúncias envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra não estão entre as preocupações de sua campanha, garantiu Osmar Dias. O senador acha que a possibilidade de o escândalo afetar sua candidatura existe apenas no desejo dos seus adversários.

“Os meus adversários ficam torcendo. Torcem até para que eu tenha uma gripe. Mas não vai acontecer nada do que eles imaginam. Porque não há nenhuma relação entre o que está sendo divulgado e nós, aqui no Paraná”, disse o candidato pedetista que, mais uma vez, está se preparando para receber o presidente Lula e Dilma na próxima semana.

Encaixou

A participação de Lula na sua campanha é vista pelo pedetista como um dos fatores e não o único que provocou o crescimento dos seus índices de intenções de votos mostrado pelas pesquisas divulgadas nos últimos quinze dias.

“Existe um movimento forte no interior e acho que uma das coisas que aconteceram foi que passou aquele momento de desconfiança em relação à nossa aliança. As pessoas estavam à espera de como se comportaria a aliança. Como tudo se encaixou, os apoios cresceram”, afirmou o senador.

Se antes, Osmar chegou a reclamar da falta de envolvimento de petistas e peemedebistas na campanha, agora, não tem do que se queixar. “Está todo mundo envolvido. Foi uma soma de fatores que ajudou a nossa campanha a crescer”, disse o senador.

Ele comentou que está confiante na indicação de crescimento da candidatura, ainda que seus índices de intenções de votos tenham registrado queda em Curitiba e Região Metropolitana, segundo mostrou a pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada anteontem. “Nossos apoios também melhoraram nessa região. Mas a definição do voto vai ocorrendo aos poucos. Demora um pouco mais para ser percebida”, comentou.