O governador Beto Richa (PSDB) participa neste sábado (2) do encontro do PSDB que vai reunir os oito governadores do partido, em Belo Horizonte. Beto apresentará aos colegas uma pauta administrativa, que tem entre seus principais pontos a necessidade de obter apoio do governo federal para investimentos em infraestrutura no Estado.

Na agenda de Beto há pouco espaço para discussões mais políticas, como a atuação do PSDB na oposição a presidente Dilma Rousseff (PT). O chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo, disse que para o governador, a atuação partidária no Congresso Nacional é da alçada dos parlamentares tucanos.

Beto está preocupado em abrir um canal com o governo federal para fazer parcerias que resultem em financiamentos para obras importantes no estado.  Um mês depois de assumir o cargo, o governador do Paraná solicitou uma audiência a presidente da República.

O governo apresentou os assuntos que gostaria de abordar e a chefia de gabinete da Presidência encaminhou cada tema ao ministro da área. A audiência com Dilma será marcada assim que as respostas dos ministérios chegarem, informou o chefe de gabinete de Agenda da presidente, Osvaldo Buarim.

Na reunião deste sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, antecipou que apresentará no encontro medidas na área de segurança pública adotadas no estado, enquanto o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, abordará iniciativas na área de educação.

Disputa interna

O governador do Paraná não se posicionou ainda sobre outro tema que poderá entrar na conversa em Belo Horizonte: a disputa pelo comando nacional do PSDB. Beto já esteve com os dois postulantes, o atual presidente Sérgio Guerra e o ex-governador José Serra, mas o PSDB do Paraná ainda não revelou em que lado está.

Nesta sexta-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin defendeu .a criação de um Conselho Político no PSDB, uma instância que seria formada por líderes da sigla, sem funções administrativas, para discutir a atuação nacional da legenda. A iniciativa tem o apoio do senador Aécio Neves (MG) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.