Depois da discussão sobre o apoio ou não ao MST e a defesa ou não do direito à propriedade, o novo tema da troca de farpas entre os dois principais candidatos ao governo do Paraná, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), é a questão das privatizações ou a manutenção das empresas públicas. Após Osmar anunciar que em seu palanque estão os defensores das empresas públicas e que “quem pensar em privatização está fora”, Beto declarou ontem, em Toledo, que também não tem intenção de vender empresas públicas.

“Não temos a menor intenção de privatizar nenhuma companhia pública. Vamos manter todas sob o controle do Estado: Copel, Sanepar, porto de Paranaguá, mas não da forma como foram administradas nos últimos anos. Serão orgulho do nosso Estado”, disse Beto, durante o roteiro pelo Oeste do Estado. As declarações de Beto foram dadas após Osmar participar, na noite de segunda-feira, da inauguração de um comitê da classe trabalhadora em favor de sua candidatura, com o apoio dos sindicatos dos trabalhadores da Copel e da Sanepar, onde disparou contra o adversário. “Ele traiu o Paraná quando votou pela privatização do Banestado, deixou pedagiar as rodovias e tentou vender a Copel”.

Na entrevista, Beto quis falar diretamente para os servidores destas estatais. “As empresas públicas vão fomentar a economia, o desenvolvimento social. Os copelianos e saneparianos vão se orgulhar de voltar a trabalhar numa empresa que é reconhecida nacionalmente. Empresas sólidas, consistentes e não como estão hoje”, declarou.

Ao tomar conhecimento das declarações do adversário, Osmar ironizou. “Pena que ele não pensava assim sobre empresas públicas quando ele votou pela privatização do Banestado”, disse o candidato do PDT.