O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), irá renunciar ao cargo no próximo dia 30. A decisão foi tomada ontem no final da tarde durante um encontro entre Beto, auxiliares e o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni.

O prefeito deixará a prefeitura um dia antes de o governador Roberto Requião (PMDB) se despedir do governo, no dia 31. O prazo máximo para a desincompatibilização de quem pretende disputar as eleições de outubro se encerra no dia 3 de abril.

Com a data marcada para deixar o cargo, Beto consuma sua candidatura ao governo pelo PSDB, que começou a ser gestada logo após sua reeleição à prefeitura em 2008.

A saída do prefeito sepulta o confronto com o senador Álvaro Dias, que também postulava a indicação, aprovada informalmente no dia 22 de janeiro por 41 votos, dos 45 integrantes do diretório estadual.

No início da semana, Alvaro anunciou que se retirou da disputa e não iria apresentar seu nome à convenção estadual que, conforme o calendário eleitoral, pode ser realizada entre 10 e 30 de junho. Nas convenções, é que os partidos formalizam suas candidaturas majoritárias e proporcionais.

Preparativos

O vice-prefeito Luciano Ducci (PSB) já está preparando sua posse no cargo. Por enquanto, não são conhecidos os pormenores da transição do poder na prefeitura de Curitiba.

“Todos estes detalhes, nós vamos organizar depois”, afirmou Rossoni. Junto com o prefeito devem sair também o seu irmão, José Richa Filho, atual secretário de Finanças, e a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Fernanda Richa. Richa Filho irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e Fernanda irá auxiliar na campanha de Beto ao governo.

Nos círculos de partidos aliados e ex-aliados do prefeito, até ontem, ainda havia quem tivesse dúvidas sobre a determinação de Beto em deixar o cargo. Algumas análises apontavam que o prefeito somente deixaria o cargo se tivesse um arco de alianças muito bem costurado, como ocorreu em 2008.

Ou se as pesquisas de intenções de votos mostrassem um cenário bastante favorável ao PSDB na disputa. As pesquisas, conforme se comentam nos bastidores tucanos, corresponderam às expectativas.

Porém, os acordos eleitorais para a candidatura do prefeito ainda não estão consolidados. O PDT, que até o ano passado, ainda acreditava que poderia obter o apoio dos tucanos para a candidatura do senador Osmar Dias, está agora buscando aliados no DEM, PP e PPS, ao mesmo tempo, que negocia uma aliança com o PT.