No Paraná para o primeiro compromisso em terras brasileiras como presidente, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o compromisso da construção de uma nova ponte entre o Brasil e o Paraguai. Além disso, homenageou os generais que presidiram os dois países durante as ditaduras militares. As duas declarações foram dadas durante a solenidade de posse do novo diretor-geral brasileiro de Itaipu, o general Joaquim Silva e Luna, em Foz do Iguaçu (PR). A cerimônia contou com a presença do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, entre outras autoridades dos dois países.

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Mais pontes

Bolsonaro confirmou, na manhã desta terça-feira (26), o compromisso do País com a construção de duas pontes entre o Brasil e o Paraguai. “A segunda ponte sobre o Rio Paraná e a sobre o Rio Paraguai são de fundamental importância para os nossos povos. Contem com o apoio de nosso governo para concretizar este objetivo”, disse. Esta foi a primeira vez que o novo governo endossou publicamente as tratativas iniciadas pelo ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro e o presidente paraguaio se encontrarão novamente em março em Brasília e devem progredir em direção a um possível acordo. “Vamos tratar de temas relevantes, nas questões políticas, econômicas, comerciais e de cooperação. Seguramente vamos avançar em nosso projeto de integração física com a construção de duas pontes”, concluiu o presidente paraguaio.

As novas pontes serão construídas sobre o Rio Paraná, ligando Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco (PY), e sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (PY). O financiamento será feito pela Itaipu Binacional, com autorização da Advocacia-Geral da União (AGU).

Homenagens

Na mesma solenidade, Bolsonaro fez uma homenagem aos generais que comandaram as ditaduras militares do Brasil e do Paraguai. Segundo o presidente, a usina só saiu do papel devido aos militares. O tratado que deu origem à usina foi assinado em 1974, e a hidrelétrica começou a produzir energia em 1984. “Eu queria, se me permitem, recordar, relembrar aqueles que realmente foram responsáveis por essa obra. Isso tudo, as primeiras tratativas começaram ainda lá atrás, no governo do marechal Castelo Branco”, disse o presidente.

Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

Bolsonaro mencionou ainda tratativas que continuaram durante o governo dos presidentes Costa e Silva, que sucedeu Castelo Branco, e Garrastazu Médici. A obra, na avaliação de Bolsonaro, “realmente saiu do papel e tomou corpo” durante o governo de Ernesto Geisel. Ao “saudoso e querido” João Figueiredo, último presidente do regime militar, Bolsonaro disse que coube a inauguração da primeira turbina.

O presidente aproveitou para homenagear também o general Alfredo Stroessner, ditador que governou o Paraguai entre 1954 e 1989. O pai do atual presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, conhecido como Marito, foi secretário particular de Stroessner. “Mas Marito, isso tudo não seria suficiente se não tivesse do lado de cá um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que o seu país, Paraguai, só poderia prosseguir e progredir se tivesse energia. Então aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, disse.

Deportados

Bolsonaro citou ainda uma parceria entre Brasil e Paraguai no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. O presidente citou o ministro da Justiça, Sergio Moro, e agradeceu ao Paraguai “por rapidamente mandar para nós brasileiros criminosos que agiam em seu Estado”. Há dois anos e meio, por meio de um acordo firmado entre os dois países, o Paraguai tem deportado criminosos de facções procurados pela polícia e Justiça brasileiras.

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