Antes mesmo de ser notificado da impugnação de sua candidatura ao Tribunal de Contas pelo adversário Tarso Violin, o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha disse que não há nada que o impeça de disputar a cadeira vaga com a anulação da eleição de Maurício Requião para o cargo. Bonilha disse que nem o cargo de confiança que ocupa no governo, nem sua assinatura no decreto que anulou a nomeação de Maurício o tornam inelegível.

“Primeiro que o decreto do governador Beto Richa (PSDB) apenas dá cumprimento automático à decisão do presidente da Assembleia, (Valdir Rossoni – PSDB), que anulou um ato da Assembleia. Segundo que, com o documento assinado pelo governador, a minha assinatura é meramente assessoria. O Beto poderia ter assinado sozinho que teria o mesmo efeito. Minha assinatura é dispensável. Não foi um ato meu”, explicou-se.

Sobre o fato de trabalhar em um cargo de confiança do governo Beto Richa e ser responsável pela representação judicial da Assembleia, fatores que, segundo a impugnação, poderiam influenciar na votação por parte dos deputados, Bonilha disse que não fez nada que pudesse influenciar a disputa. “Não posso ficar sem trabalhar só porque sou candidato. E meu trabalho, hoje, é no cargo para o qual fui designado. Se ele quer impor algum obstáculo à minha candidatura, que aponte um caso concreto em que eu tenha usado de meu cargo para me promover”, disse.

Bonilha também negou que o governador Beto Richa esteja atuando como seu “cabo eleitoral” nesta disputa, fazendo lobby junto aos deputados. “Não há nenhum compromisso com o governador. A única coisa que pedi a ele foi permissão para me inscrever na eleição. Essa história de que ele vai influenciar é da cabeça das pessoas”, disse.

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