Apesar da informação divulgada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), esclarecendo que os indígenas não são obrigados a votar, cabos eleitorais estão próximos ou dentro de diversas aldeias tentando conseguir votos para candidatos. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS), as aldeias do Estado são os locais de pior acesso para eleitores e principalmente para técnicos da Justiça Eleitoral.

O maior exemplo é a aldeia Alves de Barros, que fica no município de Porto Murtinho, a 484 quilômetros de Campo Grande. Ela fica dentro de um vale, onde não é possível a circulação de carros e onde há sérias dificuldades para transmissão de dados sobre as eleições. A dificuldade de acesso facilita a ação de cabos eleitorais, como ocorreu na tarde de ontem com uma funcionária da Funai. Ela foi detida com duas caixas de “santinhos” para serem distribuídos dentro de uma aldeia no município de Coronel Sapucaia. Em municípios da divisa com o Paraguai, que são mais povoados por índios, o policiamento foi reforçado para evitar crimes eleitorais.