A Câmara dos Deputados discute nesta terça-feira (7) o aumento da violência e da impunidade no campo. Para isso, o plenário da Casa será transformado em comissão geral a partir das 15h. A proposta foi feita pelo líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP). Segundo ele, a bancada petista está preocupada com o aumento da violência nos último dias e com os quatro assassinatos de lideranças rurais na Região Norte.

“A nossa expectativa com esse debate é diagnosticar melhor a situação, com o objetivo de implementar ações de combate à violência e à impunidade no campo. Precisamos prevenir para que não se repitam novos assassinatos”, afirmou o líder.  

Foram convidados para a comissão geral, segundo a assessoria do deputado Paulo Teixeira, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Também foram chamados para o debate, entre outros, o padre José Amaro Lopes, da Pastoral da Terra, o diretor do Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS), Atanagildo de Deus Matos, o representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra José Ulisses Mananças e Claudelice Silva dos Santos, também do CNS.

Enquanto os convidados e os parlamentares debatem no plenário a questão da violência no campo, os líderes partidários reúnem-se com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), para discutir os projetos a serem votados nos próximos dias. Entre eles está a proposta que tipifica o crime de extermínio e penaliza a formação de milícias.

Marco Maia disse que pretende buscar um acordo com as líderes partidários de forma a reagir às recentes mortes de agricultores no Pará e em Rondônia e a colocar em votação nesta quarta (8) o projeto que tipifica o crime de extermínio. “Queremos dar um rigor maior na punição a esses crimes”.