A campanha do candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, arrecadou até o momento mais de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5 milhões já foram gastos.

Boa parte, R$ 4,8 milhões, foi gasta durante o último mês de agosto, quando começou o horário eleitoral gratuito e as despesas aumentaram.

Os valores foram informados na segunda parcial da prestação de contas dos candidatos feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo prazo se encerrou a zero hora de hoje.

Na prestação de contas, todos os candidatos, comitês financeiros e partidos políticos são obrigados a declarar suas receitas e despesas, sem necessidade de discriminar os doadores de campanha nesta fase.

Os candidatos ao governo do Estado e ao Senado da coligação A União Faz o Novo Amanhã, Osmar Dias (PDT), Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) não anteciparam os valores informados à Justiça Eleitoral, até o fechamento desta edição, assim como o candidato ao governo pelo PSOL, Luiz Felipe Bergmann.

O candidato do PV ao governo, Paulo Salamuni, que disponibiliza a prestação de contas no site do partido (www.pv.org.br), informa que foram arrecadados R$ 108 mil e gastos R$ 100 mil. A divulgação oficial dos dados de todos os candidatos será feita no site do TSE (www.tse.jus.br) apenas na próxima segunda-feira.

Na primeira parcial, divulgada um mês atrás, Osmar foi o candidato ao governo que declarou ter arrecadado mais recursos, que giravam então em torno de R$ 5,11 milhões.

Desse valor, quase a totalidade já havia sido gasta naquele período. As arrecadações aumentaram no último mês também nas campanhas dos candidatos ao Senado da coligação Novo Paraná.

Gustavo Fruet (PSDB) declarou receita de R$ 900 mil, com despesa de R$ 235 mil. Até o início de agosto, o candidato não tinha feito gastos. A previsão total de gastos até o fim da campanha de Fruet está estimada em R$ 1,1 milhão. Essa previsão e é o teto que os candidatos informaram à Justiça Eleitoral e que podem gastar até o fim da campanha.

O outro candidato da chapa ao Senado, Ricardo Barros (PP), arrecadou ainda mais: R$ 1,22 milhão, mas bem menos do que isso foi gasto, segundo informado pelo candidato: até agora, foram R$ 278 mil.

Números bem superiores a primeira prestação de contas, quando a campanha ainda estava no início e Barros informou receitas de R$ 20 mil e despesas de R$ 5 mil. A previsão de gastos de Barros é de R$ 15 milhões. A entrega final da prestação de contas deve ser feita pelos políticos até 30 dias após a eleição.