O governador eleito do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), disse que seu grande desafio no governo é saldar as dívidas que o Estado tem com fornecedores, prestadores de serviço e instituições que fizeram empréstimos consignados ao servidores. De acordo com ele, também será prioridade abastecer de medicamentos a rede pública de saúde, regionalizar a merenda escolar ainda no primeiro semestre, dar um notebook para cada professor no primeiro ano de seu governo e fazer concursos públicos.

Capiberibe afirmou ter urgência em começar o processo de transição porque a situação do Estado “é uma incógnita”. A expectativa é que até quarta-feira ele seja recebido pelo governador Pedro Paulo Dias (PP) e, juntos, possam delinear a transição.

Capiberibe disse que a Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro e que prendeu governador, ex-governador, secretários de Estado e presidente do Tribunal de Contas (TCE), foi fundamental para sua eleição, pois permitiu ao povo que soubesse a causa do “estado caótico” em que se encontra o Amapá.

Apoiado por onze partidos no segundo turno – no primeiro ele só tinha a sua legenda e o PT -, Capiberibe disse que vai governar com os aliados. “A tarefa de mudar o Amapá não é só minha, mas de todos os aliados e eles vão governar junto comigo.”

Bancada federal

O governador eleito disse que vai buscar o apoio da bancada federal, inclusive do senador José Sarney (PMDB) – de quem os Capiberibe são adversários -, para resolver os problemas do Amapá. “Vamos buscar a força política do senador Sarney”, afirmou.

Além disso, por seu partido fazer parte da base da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), Capiberibe acredita que terá um bom relacionamento com o governo federal e diz que o PT sempre foi bom com o Amapá.